Quando o pouco se torna muito e o muito se torna pouco.
1 mês, 30 dias, 168 horas , 10080 minutos , 604800 segundo.
Muito
0,001% da vida.1/3 de uma estação. Meias férias de verão.
Nada.
Em um mês nada acontece. Em 30 dias tudo aconteceu.
Parece que foi ontem que se iniciaram tamanha a felicidade
que foram preenchidos.
Parece que foi a mil anos que se iniciaram tamanha a
intensidade que foram transcorridos.
Tanto e tão pouco. Em tempo, nada, mas em vida se torna
tudo.
Tempo preenchido com carne, flores e vida. Forças que
transcendem o relógio a ponto de resignificar o entendimento do próprio.
O tempo não existe, se torna vassalo desta magnitude com
cheiro de mais.
Se o “á tanto tempo” ainda está fresco, o que se esperar do
“por vir”? Se o presente dura uma vida, como não ansiar pelo futuro?!
O passado já não existe, e o futuro, deus da incerteza, está
banhando de luz.
Quando o pouco se faz muito, resignificando todo um ser, ele
volta a ser pouco.
Quando o muito ainda é pouco, o ser se cobre de ânsia pelo
depois, e um, é tomado por uma sede de mais. Uma fome de sorvir todo o muito,
pela certeza de que ele sempre será pouco.
O tempo não existe. Segundos e rugas não podem observar sua
passagem, pois neles não cabem: o pouco e o muito.
Que o transcendido Tempo, entenda: abençoe o pouco, para que
ele se torne muito de muito.
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