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terça-feira, 30 de setembro de 2014

Muito Pouco Muito

Quando o pouco se torna muito e o muito se torna pouco.
1 mês, 30 dias, 168 horas , 10080 minutos , 604800 segundo. Muito
0,001% da vida.1/3 de uma estação. Meias férias de verão. Nada.
Em um mês nada acontece. Em 30 dias tudo aconteceu.
Parece que foi ontem que se iniciaram tamanha a felicidade que foram preenchidos.
Parece que foi a mil anos que se iniciaram tamanha a intensidade que foram transcorridos.
Tanto e tão pouco. Em tempo, nada, mas em vida se torna tudo.
Tempo preenchido com carne, flores e vida. Forças que transcendem o relógio a ponto de resignificar o entendimento do próprio.
O tempo não existe, se torna vassalo desta magnitude com cheiro de mais.
Se o “á tanto tempo” ainda está fresco, o que se esperar do “por vir”? Se o presente dura uma vida, como não ansiar pelo futuro?!
O passado já não existe, e o futuro, deus da incerteza, está banhando de luz.
Quando o pouco se faz muito, resignificando todo um ser, ele volta a ser pouco.
Quando o muito ainda é pouco, o ser se cobre de ânsia pelo depois, e um, é tomado por uma sede de mais. Uma fome de sorvir todo o muito, pela certeza de que ele sempre será pouco.
O tempo não existe. Segundos e rugas não podem observar sua passagem, pois neles não cabem: o pouco e o muito.

Que o transcendido Tempo, entenda: abençoe o pouco, para que ele se torne muito de muito.

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