É estranho pensar que
as flores voltarão a desabrochar , que este mundo possa ser novamente perfumado
e colorido. Como poderá haver vida em meio á tanta morte?
Os últimos meses congelaram minha alma e tudo que eu queria
era esfriar sobre a mesa.
Como as arvores, antes sorri florido e hoje estou seco.
Fomos abandonados pelas folhas que de nós nasceram, carregadas por um vento
passageiro.
Pensar que pouco antes meu coração era quente como o sol que
me banhava, e que eu sonhava com raízes naquelas terras férteis.
Em tanta morte não pode haver vida, então que meu corpo
adube esta primavera por nascer, pois meu coração jamais voltara a florescer.
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