O problema não era comigo, mas contigo
Querias ficar sozinha para atravessar a tua tempestade
Um doce, disseste que eu era
Como eu podia ousar te contestar? Quizá confrontar?!
Como discordar se falávamos da tua verdade?!
Beijei teu rosto, peguei meu chapéu e antes de partir te
entreguei uma flor.
Me beijaste as fontes e partiste.
Fiquei ali, parado e indo embora, até que me dei conta que
mesmo sem ir eu já estava só.
Montei meu cavalo e de chapéu na mão parti em direção ao
horizonte.
O sol que se punha me dava a certeza de que logo nasceria o
outro dia.
Também servia para não esquecer que para quem dorme ao
relento a noite seria fria
Espraiado na relva olhava as estrelas e via teus olhos.
Será que foste minha quando te tive em meus braços?
Será que algum dia fui um homem para ti, ou apenas um tropeiro
ao qual recorreste?
Porque bateste a minha porta, moça? Achaste o que buscava?
Orgulhoso parto sem olhar para trás
Deixo migalhas pelo caminho, para que possas seguir meus
passos e gritar meu nome.
Constantemente olho meu rastro a tua procura.
Mas que tipo de cavaleiro sou eu?
O que não desiste ou
o que não peleia?
Mas como posso eu, contestar tua soberana decisão?
Se não respeito tua palavra, como posso amar teus lábios?
Se me escorraças e sigo abanando o rabo, como posso pedir
que não me trates como cusco?
Com medo de meu próprio desejo castigo o alazão para que me
carregue para longe da tua porteira.

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