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domingo, 9 de novembro de 2014

Meu Amigo


Ah mas que tristeza, meu amigo
Sentar ao teu lado e não ter nada o que dizer
Ouvir tuas palavras sem que elas me digam nada
E saber que as minhas soam para ti como devaneios

Que saudade eu tenho de ti, meu amigo
Do tempo que falávamos em código
Dos dias que discutíamos sobre o que faríamos
Pois certo como o sol se pôr seria que estaríamos juntos


Ah que saudades que eu sinto, meu amigo
Quando eu podia te dizer o que me ocorria
De quando não existiam meias palavras
E as vezes, mesmos antes de eu falar, tu ja sabia

O que será que aconteceu, meu amigo?
Será tu mudaste ou será que fui eu?!
Não te culpo e não mais me culpo
Seguimos o caminho dos nossos próprios pés

Sei que tu sofres como eu sofro, meu amigo
Mas não me culpes mais, meu amigo
Não escolhi ser o que sou, apenas aceitei
Me dói na carne ver em teu olhar o reflexo da decepção

Não rezo mais, meu amigo
Para que meus pés voltem a encontrar os teus
Tu me deixaste só, e quero muito te perdoar

E podermos,  de verdade,novamente conversar

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